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Por que o paciente fica acordado durante a cirurgia
Quando alguém ouve falar de craniotomia acordada pela primeira vez, a reação quase sempre é a mesma: acham que é um risco desnecessário, quase um espetáculo.
É o oposto. Existem áreas do cérebro responsáveis por fala, movimento e memória, funções que nenhum exame de imagem consegue mapear com precisão total antes da cirurgia.
É sobre remover o máximo do tumor sem comprometer o que faz aquela pessoa ser quem ela é.
Manter o paciente acordado e consciente durante parte do procedimento permite testar essas funções em tempo real, enquanto opero, ajustando os limites exatos da ressecção conforme a resposta dele. O paciente não sente dor: o cérebro não tem receptores de dor, e a anestesia local cuida do resto.
Às vezes, a forma mais segura de operar é justamente contar com a colaboração de quem está sendo operado.